sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tomar o choro

Até esta situação acontecer com a minha bebé  nunca tinha sequer ouvido falar em tal expressão.
Aconteceu na creche e não presenciei a cena mas só de imaginar é aterrador... ver a nossa bebé de 7 meses a deixar de respirar no meio do choro que pára também, a ficar branca como a neve e não conseguir fazer com que ela retome a respiração. Até que depois de já se ter feito tudo o que na hora nos passa pela cabeça ou o que os nossos reflexos nos levam a fazer ela volta a respirar como se nada se tivesse passado... que alivio! Espero que não se volte a repetir.

Depois de uma breve pesquisa vi que este fenómeno é muito mais comum do que imaginei e se não houver problemas cardíacos associados não tem gravidade nem levará à morte mas é mais do que suficiente para nos "pregar" um grande susto.


Fica aqui então o que retive de mais importante para nos ajudar acerca deste assunto:

Pode acontecer entre os 6 meses e os 3 anos de idade, quando bebé fica irritado, começa a chorar e não consegue mais parar. Caso os episódios se repitam é melhor pedir a opinião de um pediatra. 

Por que acontece

Por predisposição constitucional; quando a criança ou pais são muito ansiosos; por arritmia cardíaca, como a bradicardia – diminuição da frequência dos batimentos cardíacos.


Como é a crise

Em geral, aparece depois de alguma contrariedade: a retirada brusca da chucha, um susto, um pequeno trauma, o medo de cair do colo, etc. O bebé chora, vigorosamente, tem uma parada rápida na respiração, a pele fica arroxeada e o corpo meio amolecido. Nesse momento, pode haver um rápido desmaio. Depois, ele volta a respirar normalmente, mas ainda chora por um tempo.

Atenção!
Se a crise vem acompanhada de palidez, não há choro; a criança bloqueia a respiração, soluça e sofre pequenas paragens respiratórias.


Como agir

Sei que é quase impossível mas tente manter a calma e não deixe o seu bebé perceber a sua preocupação, isso só aumenta a possibilidade de novas crises pois ele percebe que a perturba e começa a usar essa "técnica" para chamar a atenção e conseguir o que quer.

Quando isso acontecer controle a ansiedade, sacuda o seu bebé ou molhe levemente o rosto dele; ou seja, realize ações que chamem a atenção do bebé para outras coisas; pode também massajar a zona do peito de forma a estimular a respiração. 

É muito importante repreender o ato após a retoma da consciência. Toda vez que isso acontecer pode repreender com uma voz firme, diga para ele não fazer isso. Quando a crise passar não dê muita importância nem excesso de cuidados ou atenção.


Espero que vos seja útil.



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Criopreservação das células estaminais: Fazer ou não fazer?

O que são células estaminais


As células estaminais são as células mestras do corpo humano. Elas podem dividir-se para produzir cópias de si mesmo e muitos outros tipos de célula. Elas são encontrados em várias partes do corpo humano em cada fase do desenvolvimento do embrião a adulto. As células estaminais retiradas de embriões com poucos dias de idade, podem se transformar em qualquer um dos 300 tipos diferentes de células que compõem o corpo do adulto.
Este tema tem gerado várias discussões e a sua recolha é o centro de dúvida de muitos pais, pois é um investimento muito elevado caso seja feito no privado. A decisão de o fazer ou não é muito pessoal e existem diversas opiniões acerca do tema. O ideal é fazer uma pesquisa sobre as opiniões contra e a favor e tomar a sua decisão conscientemente.
Em Portugal, são cada vez mais as empresas que oferecem um serviço de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical (SCU), o seu armazenamento em azoto líquido a uma temperatura de 196ºC negativos, para que toda a actividade biológica das células cesse, mantendo-as num estado latente.

 

Porque é que as células estaminais são uteis?
Como as células estaminais são tão versáteis,podem potencialmente ser usadas para reparar e substituir os tecidos humanos.Esta capacidade de transformação das células estaminais pode representar tratamento para muitas doenças que afetam milhões de pessoas no mundo.
As células estaminais hematopoiéticas, uma espécie de supercélulas indiferenciadas, têm a capacidade de se diferenciar em vários tipos celulares, de se renovar e dividir indefinidamente. É devido a estas excepcionais características que são tão importantes na terapia de várias doenças hemato-oncológicas, como leucemias e linfomas, entre outras.
Por outro lado, demonstram igualmente capacidade na regeneração dos tecidos, o que, no futuro, poderá aumentar a sua aplicabilidade noutro tipo de doenças, como as doenças ósseas e cardíacas. Actualmente, o período de armazenamento é de 20 anos, havendo a possibilidade de prolongar este período se a qualidade da amostra assim o permitir.



Da colheita ao armazenamento

O processo de colheita ocorre no momento do parto (com um kit específico que terá de ser previamente comprado) imediatamente após o corte do cordão umbilical. Isto significa que nem a mãe nem o bebé serão postos em perigo e nenhum dos dois sentirá qualquer tipo de dor.
O responsável pela colheita é um elemento da equipa médica presente no parto. A partir daqui, a empresa (banco privado) escolhida pelos pais deverá ser alertada para efectuar a recolha, o transporte em tempo útil até ao laboratório e, posteriormente, proceder à criopreservação da amostra de SCU.
Nem sempre a recolha é feita com sucesso e por vezes as colheitas não têm qualidade suficiente para serem criopreservadas, portanto só se avança para a sua criopreservação se o sangue não estiver contaminado.



Outras esperanças

Estas células não se encontram, contudo, apenas no SCU, existindo igualmente na medula óssea.
No caso de um indivíduo necessitar delas para a terapia de uma leucemia, por exemplo, é possível recorrer ao banco mundial de medula óssea. Manuel Abecasis, director da Unidade de Transplantação de Medula Óssea do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, refere que o banco conta com cerca de 12 milhões de dadores voluntários.



Salvar vidas

O SCU de uma criança poderá ajudar a salvar a vida de um familiar, como um irmão.

Vantagens das células estaminais hematopoiéticas do SCU:
 (em relação às da medula óssea dos adultos)
  • São mais jovens,
  • Mais resistentes,
  • Têm maior capacidade de regeneração,
  • Têm maior capacidadede multiplicação (dez vezes superior às da medula óssea),
  • Apresentam índices mais elevados de compatibilidade entre dador e receptor,
  • Têm uma menor incidência de rejeição do transplante, quando usadas no repovoamento de medula óssea de doentes após quimioterapia e/ou radioterapia.


Bancos privados versus Bancos públicos

Portugal e o Reino Unido são os únicos Estados-membros da união Europeia onde existem bancos privados de sangue do cordão umbilical (SCU). No caso do Reino Unido, os que existem submetem-se a uma certificação periódica efectuada pela Netcord (entidade internacional de certificação de bancos públicos de SCU).
«Em Portugal, não há regulamentação», avança Mário Sousa, um dos mais conhecidos defensores da criação de um banco público de SCU no nosso país, «e uma das consequências é que a informação que estas empresas divulgam nem sempre é verdadeira e não é controlada».
Sobre o assunto, Manuel Abecasis, do IPO de Lisboa, é peremptório: «Vivemos numa sociedade livre, com uma economia de mercado, e as pessoas são livres de dar ao seu dinheiro o destino que quiserem. Se informadas correctamente (sem publicidade enganosa) sobre o real valor de congelar o SCU do seu filho, porque não?»
A criopreservação das células estaminais no privado ronda os 1000 euros e o período de armazenamento é de, pelo menos, 20 anos.






Outros argumentos contra:
  1. O uso de células autólogas de sangue do cordão para tratamento da leucemia infantil é contra-indicado uma vez que as células preleucémicas estão presentes na altura do nascimento. As células autólogas de sangue do cordão são portadoras dos mesmos defeitos genéticos do doador e não devem ser usadas no tratamento de doenças genéticas.
  2. Presentemente, não há nenhum protocolo conhecido envolvendo a utilização de células estaminais autólogas de sangue do cordão utilizadas em tratamentos.
  3. Se os tratamentos com células estaminais autólogas se tornarem realidade no futuro, estes protocolos provavelmente assentarão na facilidade de acesso a células estaminais.


Questão levantada no Congresso Português de Medicina da ReproduçãoRui Reis, o Presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais (SPCE), considerou hoje que "faz todo o sentido" investir na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical, tendo em conta os previsíveis avanços da ciência. A posição de Rui Reis surge em resposta ao responsável pela unidade de transplantação de medula óssea do Instituto Português de Oncologia, Manuel Abecassis, que considerou esta manhã não valer a pena gastar mais de mil euros na criopreservação.
"Coisas que hoje ainda não são possíveis na prática clínica, sê-lo-ão com certeza daqui a 10 ou 15 anos. Há que acreditar nos cientistas", contrapôs o presidente da SPCE, em declarações à agência Lusa. "Há quem faça um seguro automóvel contra todos os riscos mas há também quem arrisque andar na estrada sem seguro", ilustrou Rui Reis. "Quem puder, deve investir mesmo na criopreservação do sangue do cordão umbilical para uso próprio. Faz todo o sentido", frisou Rui Reis, considerando que "há um conjunto de abordagens que nunca será possível com células de outro paciente". Explicou que a prática está generalizada em muitos países e referiu que em Espanha, onde foi proibida, a família real optou pela criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical dos seus herdeiros nos Estados Unidos.

No final do 3º Congresso Português de Medicina da Reprodução, hoje no Porto, o especialista Manuel Abecassis questionou a utilidade da criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical. Reduzindo esta prática a uma "moda", disse que se tivesse agora um filho "pegava nos 1.200 euros e comprava certificados de aforro", e quando ele tivesse 18 anos entregar-lhe-ia os títulos. "Nestes milhares de sacos de sangue congelado em todo o mundo há três casos de sucesso, portanto, não se pode dizer que não serve para nada, mas o que se pode dizer é que a probabilidade de utilização é muito baixa e, provavelmente para todos os casos, há alternativas", justificou. Manuel Abecassis afirmou que os sites das empresas privadas que se dedicam à congelação do sangue do cordão umbilical "não contêm informação correcta, rigorosa e objectiva", sendo "muito fantasiosos". O responsável criticou o facto de as empresas portuguesas que desenvolvem esta actividade apresentarem esta técnica aos pais como "um seguro de vida para o filho", dando a entender que o sangue "pode servir para tudo e mais alguma coisa". Em contrapartida, o responsável defendeu a criação de um banco público de sangue do cordão umbilical, afirmando que "faz falta".
(Noticia publicada em Maio de 2007 no "Ciência Hoje")

Ecografias

A ecografia na gravidez, também chamada de ultrassonografia ou ultrassom, é o primeiro contacto visual com o bebé, podendo contribuir para um despertar de um laço emocional ainda maior entre a mãe e o bebé. Para além disso é uma forma de verificar como a gravidez se está a desenvolver.
Estudos feitos, que comparam bebés que tenham passado por um ultrassom e outros que não o tenham feito, concluem que os mesmos são perfeitamente seguros.
As ecografias são importantes e muitas vezes vitais para se conseguir detetar anomalias ou problemas no bebé que poderão ser tratadas se detetadas atempadamente. Mas a realidade é que a maioria dos bebés está bem e não têm problema algum, sendo isto apenas um exame de rotina, fonte de alegria para qualquer mãe.

O que é e como funciona a ecografia?

A ecografia tradicional permite ver o bebé numa imagem a duas dimensões. A ecografia é um exame não-invasivo que usa ondas de som, e através do eco dessas ondas cria uma imagem do bebé, da placenta, do útero e de outros órgãos. É um exame muito importante para se conseguir obter informações indispensáveis sobre o progresso da gravidez e sobre a saúde do bebé.
Durante o teste, através de um transdutor, são enviadas ondas de som de alta frequência para o abdómen. Estas ondas “batem” no bebé fazendo um efeito de eco, e são enviadas para o computador, traduzindo-se numa imagem. O computador traduz os sons de eco, que são recebidos de volta, em imagens de vídeo, que revelam então o formato do bebé, a sua posição e movimentos.
Usualmente é colocado um gel sobre o abdómen, e depois um aparelho chamado transdutor é passado sobre esse gel, enviando ultrassons para o abdómen. Também existe o ultrassom intravaginal, usado no início da gravidez, até às 11 semanas, quando o feto ainda é muito pequeno para ser detetado de outra forma.
As ondas de ultrassom também são usadas no aparelho que os obstetras utilizam para ouvir os batimentos cardíacos do bebé.
As ecografias são feitas em diversos estágios da gravidez, por inúmeras razões. Numa gravidez sem problemas, usualmente são feitas entre 3 a 4 ecografias. Contudo, a altura das ecografias, e a quantidade de vezes que as fizer, dependerá da forma como a gravidez progride.



  • Primeira ecografia:

É usualmente feita entre as 6 e as 13 semanas de gravidez. Dentro deste período surgirá especialmente mais cedo se existir um historial de perda gestacional, de hemorragias ou se fez um tratamento de fertilidade. Mas normalmente faz-se por volta da 11 à 13 semana dependendo do seu médico.
Poderá ser usada uma sonda especial, que é colocada na vagina, pois o equipamento comum poderá, nesta fase mais prematura, não conseguir detetar o bebé.



Mel
11 semanas


Ecografia para datar o bebé

Uma das coisas para que serve a 1ª ecografia é para datar a gravidez. Provavelmente fará uma ecografia pélvica, onde o transdutor será colocado sobre a pele, por cima da zona da pélvis. Deverá ser-lhe pedido para beber bastante água previamente, porque o útero é mais facilmente visível, quando a bexiga está cheia. A pessoa que estiver a realizar o exame, fará os comentários acerca do que está a ver, e fará imagens para tirar medidas do bebé, por isso esta é uma boa ocasião para levar para casa a primeira fotografia do seu pequenito.

 Translucência nucal

A 1ª ecografia serve ainda para predizer o risco que o bebé tem de sofrer de síndroma de Down. Este exame mede a quantidade de fluido acumulada na parte de trás da nuca do bebé, ou seja a espessura da prega da nuca, que, se estiver aumentada, pode indicar uma eventual síndroma de Down. O médico usará a medida feita pelo scan, a sua idade e um teste sanguíneo para medir o risco desta possibilidade. Se o risco for mais elevado que 1 em 300, poderá ter de fazer uma biopsia do vilo corial (as células são extraídas da placenta com uma agulha ultrafina) ou uma amniocentese (o fluido é extraído do saco amniótico à volta do bebé).



  • Segunda ecografia - Morfológica

Esta ecografia é feita à maioria das grávidas cerca das 19-22 semanas de gravidez para detetar possíveis anomalias no bebé. São medidas a circunferência da cabeça e do abdómen do bebé e o seu coração, cérebro, coluna vertebral e membros. Avalia-se assim o crescimento fetal e detecta-se, corrige-se, ou previne-se precocemente doenças do pescoço da matriz e da placenta, como a placenta prévia, abortos, incompetência cervical, malformações e alterações da vitalidade fetal e do líquido amniótico, etc.
Nesta altura também já poderá descobrir o sexo do bebé. É um momento muito emocionante pois o bebé já se vê muito melhor; é também de todas as ecografias a que dura mais tempo a realizar.



Mel
20 semanas



Poderá ter de fazer ultrassons adicionais se tiver alguma complicação, tal como a placenta prévia. Se existir um historial de defeitos genéticos, como defeitos a nível do coração, poderá ter de fazer mais ecografias, ou no caso de ter uma gravidez múltipla.


 
  • Terceira ecografia - 3D/4D


Faz-se por volta das 30-34 semanas de gravidez e permite estudar a evolução dos parâmetros anteriores, e a maturação placentaria e fetal como a determinação da posição do bebé, a localização da placenta, o volume do líquido amniótico e a previsão do peso do bebé; e serve ainda para prevenir o parto prematuro.


Mel
31 semanas

 

Os novos ultrassons ou ecografias permitem uma imagem a 3D ( imagem estática) e 4D (imagem em tempo real). A ecografia 4D faz parte do exame 3D, é um complemento que permite a gravação de imagens em movimento do feto. Com ela poderá guardar, em CD, toda a emoção de um vídeo que mostra o seu bebé em formação. O bebé é visto a 3 dimensões em vez das comuns 2. A imagem 3D/4D é formada por uma composição de imagens bidimensionais. Estas imagens dão uma imagem clara dos contornos do bebé.

Infelizmente nem é sempre possível ter as condições ideais para boas imagens tridimensionais (suficiente quantidade de líquido amniótico, posição fetal, hábito materno), daí as grandes expectativas em relação ao 3D/4D que algumas vezes não são possíveis de satisfazer.

Para já, os benefícios dos ultrassons em 3D/4D parecem ser limitados em relação ao comum ultrassom 2D mas na verdade poderão ser úteis para mostrar mais detalhes sobre alguma anormalidade já detetada. Também ajudam a diagnosticar problemas como o lábio leporino. Também pode ser útil para avaliar o coração e outros órgãos internos. A melhor altura para fazer um ultrassom em 3D/4D é entre as 26 e 33 semanas de gravidez, pois antes o bebé não possui tecido adiposo suficiente para poder ser obtida uma boa imagem.



terça-feira, 17 de abril de 2012

42 semanas de gravidez

Pode até parecer uma piada cruel, mas realmente vai dar à luz logo logo. A maioria dos médicos não permitirá que as mulheres passem mais de duas semanas do dia estipulado do parto, então o final está realmente em perspectiva e poderá finalmente abraçar o seu bebé.







O seu corpo


Deve estar a perguntar-se o que é que eu fiz para este bebé demorar tanto para nascer? Não desespere. Está desconfortável e ansiosa, mas o seu bebé está tão incrivelmente confortável no seu útero (que outro motivo ele teria para não sair!). Tente relaxar.


O seu bebé


10% das mães de primeira viajem chegam até a 42ª semana. O seu bebé de quatro trimestres pode nascer com descolorações na pele, como partes secas, pele a descascar ou uma irritação avermelhada. Mas isto é completamente inofensivo, não se preocupe. A boa notícia é que bebés nascidos na 42ª semana têm mais cabelos. Pode comprar mais lacinhos para os cabelos, se estiver à espera de uma menina.
No nascimento o seu bebé demonstrará 70 diferentes reflexos primitivos. Nesta semana o seu bebé deve medir cerca de 52 cm e pesar mais de 3,5kg.


A sua vida


Nesta semana o seu bebé nasce por bem ou por cesareana! Passe algum tempo nesta semana a refletir sobre a sua gravidez. Escreva algo no seu diáro ou uma carta para o seu bebé ler quando completar 18 anos. Até porque, se não escrever agora, vai-se esquecer de muita coisa.
Já que está a escrever, aproveite para escrever uma carta para a sua mãe, ou outra mulher especial na sua vida. Não vai acreditar em quantas vezes nos próximos anos vai pensar,"Agora sei como ela se sentia".

 

Faz bem comer


Prefira os carboidratos integrais como arroz integral, macarrão integral, aveia, granola, pão integral, biscoitos integrais. Escolha carnes magras como o peito de frango ou carne vermelha de segunda qualidade ou ovo preparado sem adição de óleo.Não se esqueça de hidratar o seu corpo! Segue a recomendação de 2 litros de liquidos por dia.


É bom saber


O líquido amniótico tem uma importância maior na vida do seu bebé que provavelmente imagina. "É uma das funções vitais do feto", diz Frederico Peret, diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais.

Além de preencher a bolsa, auxilia na alimentação do feto e reduz o impacto no caso de quedas. Quando está no volume normal, ajuda o bebé a exercitar movimentos e articulações. "Até ao quarto mês de gestação, é produzido pela placenta e membranas que envolvem a bolsa. A partir do quinto mês, é feito pelos rins do bebé, exercitando os aparelhos digestivo e respiratório da criança", explica Ricardo Barini, coordenador do Serviço de Medicina Fetal da Unicamp.

A renovação total do líquido é constante, ocorre entre 18 e 24 horas. Até ao fim da gestação, o volume tem cerca de 700 a 1 litro, e vai diminuindo quando o parto está próximo. Nos primeiros meses de gestação, ele é claro e transparente, e no fim da gravidez,turvo e leitoso. A alimentação da futura mãe, assim como consumo de álcool, tabaco e medicamentos podem modificar o líquido amniótico.


Futuro papá


Quando o bebé vier ao mundo, o seu relacionamento provavelmente vai mudar. Agora é a hora de cimentar o amor que têm um pelo outro. Lembre-se de que, apesar de agoram serem mamã e papá, continuam a ser companheiro e companheira. Não deixe a chama do amor apagar-se!



segunda-feira, 16 de abril de 2012

41 semanas de gravidez

Agora que o dia oficial de parto se foi, e o bebé não veio (caso contrário não estaria a ler este post), pode-se sentir, um pouco apreensiva. Muitas mamãs novas passam do dia oficial do parto. Não desespere, logo logo o seu bebé vai estar nos seus braços e estará tão feliz em vê-lo.


O seu corpo


Provavelmente o seu médico irá pedir-lhe que faça um ultrassom para medir o nível de líquido amniótico. Ele também, provavelmente, levantará a possibilidade de induzir o parto. Se é contra a indução, pode tentar outras alternativas como comida picante, estimular os seus mamilos, caminhar (muito!) ou ter relações sexuais (tipo cinco ou seis vezes ao dia!)
Há algumas questões que deveria perguntar ao seu médico se estiver nesta situação. Por exemplo, quanto tempo ele vai esperar até tentar à indução?


O seu bebé


Você pode estar mais do que pronta, mas aparentemente o seu bebé não está pronto para deixar o lugarzinho confortável que criou para ele. Enquanto cada dia sem o seu bebé parece uma eternidade.
A boa notíca é, em geral, que bebés que nascem "atrasados" (no "quarto trimestre") têm mais peso, parecem mais alertas e têm mais cabelos do que bebés que nascem mais cedo.



A sua vida


Neste ponto, vamos assumir que a sua lista de afazeres está toda feita. E com todo o processo de ninho, a sua casa está provavelmente tão limpa quanto poderia estar.
Ao invés de se focar no pequeno bebé dentro de si, porque não concentrar a sua antenção no exterior? Fazer algo por outra pessoa esta semana vai fazer sentir-se bem... e fazer o tempo passar mais rápido:
  • Compre uma caixa de cartões e mande-os para membros de sua família que estão distantes.
  • Procure uma amiga antiga apenas para dizer olá.
  • Visite os seus avôs.
  • Doe uma hora de seu tempo para uma boa causa. 
Isso não vai fazer com que esqueça aqueles 3,75 kg de alegria que carrega por aí, mas um pouco de "fazer o bem" pode tornar a sua semana mais tolerável.

 

Faz bem comer


O ácido fólico é importante durante toda a gestação. Está presente nos feijões, grão-de-bico, espinafres, brócolos, repolho cru, pão integral, fígado, folhagens verde escuras, lentilhas, cenoura, laranja e banana.


É bom saber


Alongue-se até à descontração. Veja a seguir uma forma segura de alongar o corpo e de se descontrair.
Com o bebé prestes a nascer um destes dias, não é propriamente altura para exercícios a sério, mas passar demasiado tempo sem fazer nada pode fazer com que se sinta mais enferrujada e com dores no corpo.
  • Coloque um CD relaxante a tocar.
  • Procure um local sossegado e deite-se de lado com as costas direitas. Pode apoiar a cabeça e o pescoço numa almofada pequena.
  • Nesta posição, feche os olhos e inspire e expire lenta e naturalmente. Deixe que os seus pensamentos venham e vão livremente.
  • Com cada expiração, descontraia uma parte do corpo de cada vez — cara, ombros, costelas, barriga, pernas, dedos. Aprecie alguns momentos de paz e sossego. Nos próximos dias, serão poucos e espaçados!

Futuro papá


Já providenciou o ôvo para seu bebé? Não pode levar o recém-nascido da maternidade para casa sem ter um assento de carro regulamentado instalado no seu veículo. Caso ainda não tenha adquirido um, vá às às compras, afim de que esteja tudo pronto para quando o bebé nascer.
Deve também ter um berço pronto para a chegada do bebé.


40 semanas de gravidez

Conseguiu! A qualquer momento segurará nos seus braços seu lindo bebé, olhando nos olhinhos dele e suavemente sussurrando, "Eu estou tão feliz por te ter!"








O seu corpo

Chegou à meta! Muitos bebés não chegam ao dia oficial do parto. Está à espera que algo aconteça, não fique desmotivada se nada acontecer nesta semana. Uma hora ou outra o seu bebé terá que sair. Fique tranquila.


Já que tem algum tempo para gastar, seria uma boa hora para revisar algumas coisas:
  • Estude os sinais e sintomas do trabalho de parto. Assim será capaz de reconhecê-los quando for iminente,
  • Verifique a sua mala da maternidade,
  • Reveja a mala do bebé também,
  • Explique novamente ao seu marido a lista "Socorro! Estou em trabalho de parto." (aquela que tem o telefone da mamã, da avó, da tia, do patrão, do papagaio, etc),
  • Analise todas as rotas possíveis para a maternidade, para não ficar pressa no congestionamento. 


O seu bebé


Parabéns! Este pãozinho no forno está completamente assado! Esta é uma boa notícia. Porém, há outra não tão boa assim é que dar à luz no dia oficial do parto é difícil. Na verdade, a maioria das mães de primeira viagem chegam a duas semanas além do dia previsto para o parto.
Pesquisadores concluiram que o próprio bebé envia um sinal hormonal à placenta a avisar que está na hora de começar o trabalho de parto. Noutras palavras, o seu bebé vai chegar quando quiser!
Ao nascer o seu bebé terá um total de 300 ossos. Alguns destes vão-se fundir mais tarde, é por isso que nós adultos temos 206 ossos.



A sua vida


Enquanto tem tempo livre, aproveite para ler os manuais de todos os equipamentos que tem comprado, para o seu bebé, como por exemplo a bomba de sucção. Garanta que entende bem o funcionamento dos mesmos.
Tenha certeza de que consegue dobrar e desdobrar o carrinho, e que consegue libertar e prender o ôvo do carro sozinha. Provavelmente não fará muitas saídas sozinha no começo, mas se precisar, é bom saber como tudo funciona.



Faz bem comer

Quando lhe der vontade de comer doces, experimente meter uma banana no microondas com um pouco de canela, ou beba um batido de iogurte com frutas congeladas. Só tem a ganhar se conseguir achar algo mais saudável!
Beba bastante leite, ou leite de soja, e consuma bastante agrião, rúcula, espinafres e caroço de abóbora torrado, que é, também, rico em ferro.


É bom saber


Câimbras e pés inchados. O que fazer?
Beba bastante água de coco, rica em cálcio e potássio. Para melhorar o inchaço dos pés, diminua o sal da comida e, sempre que puder, ponhas os pés para cima.


Futuro papá


Olhou de relance para a mamã e reparou no seu perfil, aquela grande barriga…e sentiu-se momentaneamente culpado. Ela está cansada, excêntrica, com tonturas, não pode dormir porque tem de ir ao wc a cada 30 minutos, com azia crônica e indigestão e o seu mau humor é um reflexo dos desconfortos tardios da gravidez. Sente-se responsável por tudo? Vamos refletir um pouco. A mãe não pode conceber sem o pai ou vice-versa. A gravidez é uma actuação de equipa. É claro que não passou por todos aqueles desconfortos físicos, mas fez a sua parte ao se preocupar em manter o bem estar dela. Esteja lá com ela. É tudo o que ela quer. Mostre que o seu amor não diminuiu por causa dessas alterações. Pode ajudar a mamã a aliviar essa carga final, simplesmente estando ao seu lado. Não se sinta culpado; ao contrário sinta-se um companheiro de viagem.


As etapas do parto

O trabalho de parto divide-se em três estádios


1. Apagamento (encurtamento) e dilatação do colo. Por sua vez, também este se divide em 3 fases principais:

  • Fase latente: Decorre desde o início das contracções regulares até ao momento em que o colo está completamente apagado e com cerca de três a dois centímetros de dilatação.  Possivelmente você poderá fazer trabalhos pequenos, ver um vídeo, tomar um banho quente ou até dormir uma sesta.

Duração:
Esta fase pode durar até 20 horas numa mulher que nunca passou por um parto antes (nulípara) e até 14 horas numa que já teve, pelo menos, um parto (multípara).

O que se sente:
Habitualmente, estas contracções são regulares e intensas e muito mais dolorosas do que as contracções de Braxton Hicks. Por vezes, as contracções do período latente podem ser bastante dolorosas e progredir lentamente. Se isto acontecer, não é caso para preocupação; cada mulher tem o seu próprio ritmo de trabalho de parto. Inclusivamente, é possível que algumas mulheres não sintam estas primeiras contracções e passem directamente para a fase activa.

  • Fase activa: As contracções serão de tal intensidade e frequência (a cada três ou quatro minutos, com uma duração entre 40 a 60 segundos) que o seu médico lhe dirá para ir para o hospital. O colo dilata-se a um ritmo maior, até chegar aos 4 centímetros.  Se a bolsa de águas não tiver rebentado ainda, o seu médico poderá rebentar as membranas durante esta fase. A progressão da dilatação, na fase activa, pode ser influênciada por factores como a sedação ou analgesia (que a prolonga) e/ou a estimulação da contractilidade uterina (que a abrevia).

Duração:
Esta fase pode durar alguns minutos ou alargar-se até algumas horas, embora a duração possa variar bastante se se considerar que em geral se dilata aproximadamente um centímetro em cada hora.

O que se sente:
Se tiver optado por utilizar algum medicamento para aliviar a dor, é possível que já lhe tenham administrado a anestesia epidural, pelo que não sentirá dor, apenas uma pressão na zona pélvica. Terá também de permanecer deitada.
Se optar por não utilizar nenhum tipo de anestésico, então o verdadeiro trabalho de parto começou. As técnicas de respiração e de relaxamento são essenciais nestes momentos, assim como uma boa preparação para o trabalho de parto. Se quiser (e se o bebé puder suportá-lo) poderá mudar de posição e andar pela casa; a gravidade facilita o trabalho de parto.
É uma boa altura para tomar um duche ou banho quente, se tiver acesso a uma banheira. A água quente pode realmente ajudar a aliviar a dor e a relaxar.


  • Fase de Transição:Durante a fase de transição ou período rápido, o cérvix dilata-se até aos 10 centímetros. As contracções duram uma média de um a um minuto e meio e ocorrem a intervalos de dois a três minutos.

Duração:
Felizmente, esta etapa passa muito mais rapidamente do que as duas primeiras e deve durar um terço do tempo empregue a chegar aos 4 centímetros de dilatação.

O que se sente:
Mesmo que lhe tenham administrado a anestesia epidural, sentirá agora muito mais pressão. Se tiver optado pelo parto natural, esta será a fase mais importante do trabalho de parto. As contracções serão mais fortes e constantes e é possível que surjam sintomas tais como náuseas, calafrios e tremores musculares.



2. Período expulsivo. Começa assim que o cérvix tiver dilatado 10 centímetros, começa a expulsão do feto. O bebé nasce à medida que é expulso através do colo já dilatado para o canal vaginal, uma experiência que pode ser inebriante. Sentirá as contracções e terá frequentemente uma vontade involuntária de fazer força . Algumas mulheres que tenham optado por uma epidural, precisam de instruções sobre quando devem fazer força. É nesta altura que a enfermeira parteira e o acompanhante desempenham um papel crucial.


Duração:
Esta etapa pode durar alguns minutos (no caso de segundos partos e posteriores) ou mesmo mais do que três horas e caracteriza-se por contracções que ocorrem a cada dois a cinco minutos e duram de 60 a 90 segundos.


O que se sente:
Mesmo que lhe tenham administrado a anestesia epidural, poderá sentir uma irresistível vontade de fazer força nesta altura. O médico, a parteira ou a enfermeira parteira darão as instruções sobre quando deve fazer força e quando deve parar. Sentirá uma série de sensações incrivelmente intensas, incluindo tremores e náuseas, mas também um enorme alívio porque o fim está à vista. E, independentemente do tipo de parto, o certo é que sentirá uma verdadeira euforia quando o seu bebé nascer e lho colocarem nos seus braços.








3. Dequitadura: Na terceira etapa, expulsa-se a placenta. Depois do bebé ter nascido, as contracções voltam após alguns minutos e continuam de cinco em cinco minutos, mas com muito menos intensidade. Estas contracções fazem com que a placenta se separe do útero, permitindo-lhe expulsar completamente a placenta e as membranas envolventes. O médico ou a parteira examinarão a placenta para ver se está intacta. Além disso, continuarão a verificar se o útero está a firmar-se convenientemente de modo a parar a hemorragia do local de ligação da placenta.

Duração:
A expulsão da placenta pode durar de 5 a 30 minutos. Na hora seguinte, aproximadamente, ou enquanto se espera pela placenta, será observada pelo médico ou pela parteira e levará pontos, caso necessário, para reparar rasgos ou no caso de se ter feito uma episiotomia.

O que se sente:
As suas atenções viraram-se agora para o bebé e dificilmente se aperceberá de tudo o que se está a passar na sua zona vaginal, sobretudo se recebeu uma epidural. Poderá sentir tremores devido à adrenalina e aos ajustes que o seu corpo imediatamente começa a fazer após o parto. Algumas mães podem ser surpreendidas por dores pós-parto fortes e frequentes, que se assemelham às contracções, que vêm depois do nascimento de um segundo bebé ou bebés posteriores. Geralmente, vão e vêm durante vários dias, mas sentem-se sobretudo nos primeiros dias. Se estas dores a incomodarem excessivamente, peça ao seu médico que lhe receite um analgésico. Contudo, todas essas preocupações terão pouca importância por finalmente ter o seu bebé nos braços.